Resenhas mais populares

Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

Resenha - A Estrada a Noite

By : Léo


Sinopse:
Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta. "Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..." Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um. Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora. O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude. Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece. Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A sinopse deste livro é bem completa e não consigo complementá-la sem soltar MUITOS spoilers então vou pular direto para a parte que eu tagarelo minhas impressões sobre a obra.
Eu não vou conseguir fazer uma resenha normal deste livro por ter gostado pra caramba dele, tenho esse defeito de não conseguir julgar obras que me prendem muito. A estrada da Noite é um estilo de livro que me atraí fortemente: é frenético, tem uma cota boa de sangue e tem bastante referencias a cultura rock’n roll.
Desde o momento que Jude, junto com sua namorada Flórida, cai na estrada com o eminente perigo representado pela presença do fantasma, a narração mantém um ritmo muito bom, entrecortando as cenas de ação super corridas com a certa dose de calmaria dos diálogos que são essenciais para a compreensão de o que está acontecendo na trama, então memo no momento que o autor te dá uma folga na tensão você continua vidrado no livro pois é apresentado no decorrer do livro as explicações do por quê chegamos naquele estado, como momentos da história de Jude e também de Anna.
As partes de porrada, digamos assim, do livro são incrivelmente bem escritas, pois Joe Hill acha um intermediário nas descrições das lutas e ferimentos, não deixando nem superficial demais nem nojento demais. Você consegue enxergar como é o ferimento sem querer alimentar a privada com o seu jantar, por mais que eu goste de cenas macabras há pessoas que tem todos os parafusos na cabeça e não toleram tanto exatidão na descrição de ferimentos, então é uma grande qualidade do autor conseguir fazer esse diálogo entre os dois gostos sem ofender nenhum.
Na fazenda que Jude mora com Flórida, sua atual namorada, Jude cria dois pastores alemães chamados Bon e Angus, nome do primeiro vocalista e do guitarrista da banda AC/DC. No livro também aparecem várias referências ao surgimento do metal, a carreira do Black Sabath, ao como o ocultismo se relaciona com esse gênero musical. Enfim a pesquisa do Hill para montar o personagem principal foi impecável, e como é um livro narrado em terceira pessoal, o escritor pode explorar bem a descrição do cenário musical dentro do livro.

Quando eu terminei a leitura, fechei o livro e disse: porra que obra foda.

Espero que essa resenha não tenha ficado com um nível muito alto de puxa-saquismo, o que eu duvido, e que eu consiga passar pra você um pouco da empolgação que eu tive ao ler essa obra.
Abraços.


Tag : ,

Resenha: Quissama (Book Tour)

By : Léo
Essa resenha faz parte de um Book Tour organizado pela Editora Biruta, muito bem organizado por sinal. Junto ao livro enviaram também um marcador do livro, dois marcadores do blog da editora e um "não perturbe" muito bacana.



AUTOR(ES): Maicon Tenfen
ILUSTRADOR(ES): Rubens Belli
Nº DE PÁGINAS: 308
ISBN: 978-85-7848-137-7
IDADE: a partir de 10 anos


Sinopse:
Rio de Janeiro, dezembro de 1868.
O moleque Vitorino Quissama foge da senzala para procurar a mãe desaparecida. Recorre ao viajante Daniel Woodruff, ex‑agente da Scotland Yard que pode ajudá‑lo em sua missão. Transitando entre os salões da corte e as precárias moradias dos cortiços, a dupla terá de enfrentar os perigos e as injustiças de uma sociedade sustentada pelo trabalho escravo.
Baseado nos manuscritos de Daniel Woodruff (1832-1910), O Império dos Capoeiras reconstitui a saga de uma cidade dividida pela guerra secreta dos Nagoas e Guaiamuns, duas das maiores e mais temidas maltas do século XIX. Numa época em que o escritor José de Alencar era Ministro da Justiça e o Império do Brasil destinava todos os seus recursos à Guerra do Paraguai, Woodruff mal podia imaginar que, por trás da busca pessoal de Vitorino, insinuava‑se uma conspiração que mudaria os rumos da nossa História.


O livro é muito interessante antes mesmo de começar, na forma como Maicon Tenfen o escreveu.
Maicon estava pesquisando no Arquivo Histórico do Rio de Janeiros registros para um romance sobre a saga dos capoeiras no Segundo Reinado, quando uma amiga de infância que trabalha no Arquivo o manda algumas páginas digitalizadas de um manuscrito de Daniel Woodruff, britânico que viveu no Rio daquela época e foi testemunha ocular dos acontecimentos que o autor pesquisava.
Maicon parou de escrever o seu livro e passou a trabalhar nas páginas de Daniel pois, segundo as palavras do mesmo, o livro que ele queria escrever já estava escrito.


Livro e marcador do livro
Posso dizer que agradeço a Maicon pela escolha, nunca havia lido algo parecido, uma história emocionante que se torna mais bacana ainda por ter um pé na realidade, digo um pé porquê durante a leitura e pelas advertências do próprio autor, percebemos que Daniel gostava de aumentar um pouco as coisas para o seu lado, mas isso só deixa o livro mais divertido.

Daniel estava em um navio ancorado em um porto no Rio de Janeiro quando briga com o capitão e salta da embarcação na capital do império brasileiro. Como levava alguns lingotes de ouro escondidos em sua mala, não teve nenhuma dificuldade para esperimentar a vida boêmia da cidade, resolvendo até um caso de sequestro de uma famosa dançarina francesa que se apresentava no teatro local,
Quando seu dinheiro havia se esgotado e mister Woodruff já estava de viajem marcada de volta a Liverpool, surge algo inesperado. Um capoeira. Vitorino Quissama, esscravo fujão de um dos maiores bandidos da cidade vai a sua procura com um pagamento, provavelmente roubado, pedindo ao inglês que encontrasse sua mãe, que dizia ele fora vendida por seu dono. Daniel recusa o caso mas não consegue livrar seu couro de envolver na história que dali, só fica mais complicada.


Não Perturbe e marcadores do blog
O livro é narrado em primeira pessoa, muito bem narrado por sinal, nos colocando dentro de uma amizade entre um português e um inglês, uma conspiração contra o Império e uma sanguinária guerra de maltas de capoeira. Nos joga sem pedir licença em uma trama emocionante recheada de citações da nossa História em uma linda e caótica Rio de Janeiro do século XIX.
É um livro de fácil leitura recomendadissimo a todas as idades. Mas deixo um aviso, vá se acostumando a ficar sem fôlego, pois a aventura deste livro te deixará sem ar várias vezes.

Obrigado Biruta pela oportunidade de ler essa belíssima obra.
Abraços.

Resenha - Meu Nome Não Johnny

By : Léo
Título: Meu nome Não é Johnny
Autor: Guilherme Fiuza
Editora: Record (eu tenho da BestBolso)
Páginas: 156

Sinopse:
A fascinante e perturbadora história de como o "garotão" João Guilherme Estrella se tornou um personagem graúdo da vida bandida carioca é narrada por Guilherme Fiuza no livro "Meu Nome Não É Johnny" (Record, 2007). Nascido em confortável berço na Zona Sul do Rio, adorado pelos pais e querido pelos amigos, João envolveu-se com as drogas e descobriu um mundo de dinheiro fácil. Após tornar-se o barão da cocaína pura na Zona Sul do Rio, viveu como um rei com muito dinheiro, festas alucinadas, viagens, mulheres, glamour e poder. Até ser preso e experimentar o inferno da cadeia e do manicômio, lutando para recuperar-se e voltar à vida em sociedade. O livro deu origem ao filme de mesmo nome, estrelado por Selton Mello e Cléo Pires, um dos mais vistos no Brasil em 2008.

"Tudo aquilo que vem fácil vai fácil." já dizia o velho ditado, mas no caso de João Guilherme Estrella, veio fácil, foi fácil e cobrou um auto valor na saída.
Meu Nome Não é Johnny foi um daqueles casos de que o filme não agride o livro, são obras complementares e que convivem muito bem juntas. E foi após assistir ao filme que fui apresentado ao livro e também a história do Barão do Pó do Rio de Janeiro.
Embora ainda preferisse fumar maconha, João já tinha experimentado cocaína. Achava a maior graça nos versos malditos de Jackson Browne que descobrira num disco, com a gravação de narizes fungando ao fundo e uma curiosa submissão do sexo ao vício.
 João é um tipico garoto rebelde da classe média carioca, na juventude matava aula para ir a praia com os amigos surfar e fumar maconha., no inicio da vida adulta começou a vender cocaína para pagar o próprio vicio na droga, fazia as vendas em barezinhos da boemia carioca e promovia festas em casa pra divulgação e distribuição do seu produto.
 Um dia foi por um certo cadeirante, Alex era o intermediário de um laboratório de refino de cocaína no interior do estado do Mato Grosso e queria João no esquema para aumentar os lucros e a freguesia no Rio, estava iniciada a Conexão Nelore.
 Com a Conexão veio o contato com a Europa, as viagens, festas, era o sonho branco virando realidade, João voou alto neste sonho e quando ele acabou a queda foi bem feia.
 Vou parar por aqui por não querer dar spoilers (mais), mas garanto a vocês que a melhor parte do livro é ver a força de João quando as coisas saem muito do controle.

E você já leu? Deixe sua opinião aqui nos comentários.
Tag : ,

Já Matei por Menos de Juliana Cunha (Book tour)

By : Léo
Titulo: Já Matei por Menos                      
Autora: Juliana Cunha
Editora: Lote 42                                                           
1º Edição                                                                             
158 páginas                                                                         
Nota: 9,5emagrecer







Essa é a minha primeira participação em um book tour, como nunca havia feito algo parecido antes tinha algumas dúvidas que não foram determinantes para a estreia ter a minha cara, ou seja, com o pé esquerdo.
 Explicando melhor essa história. As dúvidas que eu tinha eram em relação, de forma direta ou indireta, a postagem, como divulgar o book tour e essas coisas, mas o problema se deu logo no recebimento. O correio da minha cidade é horrível, faz um trabalho excelente na parte de avisar os clientes que foi feita uma tentativa de entrega e ele não estava presente para recebe-la, mesmo ele estando. Resumindo a parada toda, o carteiro esteve aqui, não deixou aviso, eu mosquei em não acompanhar o rastreamento do pedido e o livro foi devolvido ao remetente, mas como no mundo existem pessoas compreensíveis com gente lenta, a Maria do blog Pétalas de Liberdade, organizadora do book tour, fez a gentileza de me reenviar o livro. E após finalmente recebe-lo e feito a leitura, estou eu aqui escrevendo uma gigantesca introdução para a resenha :p .

Sinopse: A obra extrai os melhores texto do blog Já Matei por Menos criado em 2007 e com milhares de seguidores. Graças ao ponto de vista sempre direto, sincero e com carga pessoal da autora, o blog se transformou em uma referencia de discussão do que há de mais relevante na internet. O livro resgata os texto mais representativos da autora em um período em que a ponte entre escrever e publicar ficou mais curta, permitindo que os assuntos fosse debatidos tão log apareciam, com reflexões em tempo real. De Woody Allen a José Padilha, de J.D. Sallinger a Harry Potter, da Guerra de Troia a Cracolândia, o Já Matei por Menos não tem um tema constante, mas foca sobretudo na experiência pessoal da autora.
se tem uma coisa que o Oriente ensinou ao pretensioso Ocidente é que a disciplina vence o talento quando eles se encontram em condições justas de temperatura e pressão.
 Sabem aqueles livros leves que pegamos para distrair e que arrancam sorrisos espontâneos da gente? É a descrição perfeita de Já Matei Por Menos. Como é uma coletânea de posts do blog homônimo da autora Juliana Cunha, contêm 70 textos curtos, o que facilita a leitura em filas pequenas, médias, grandes ou as de RU, como para qualquer intervalo de tempo relativamente pequeno.
A autora, sem colocar um tema especifico em seus posts, flutua seus comentários por assuntos que vão de filas de banco com pitadas de Nelson Rodrigues em "Está tudo ruim mesmo" até em como a curta distancia mudou os rótulos de afinidade mundo afora comentado no texto "Admirar é o novo gostar".
 Sempre relacionando coisas que ninguém, ao menos não eu, sequer imaginavam que pudessem ter algum tipo de relação, ela comenta de forma espontânea e divertida vários assuntos comuns no nosso dia-a-dia, tornando mais alegre ao menos 15 minutos do dia de quem lê seus escritos.

Um gato de Rua Chamado Bob de James Bowen. (Incrivel!)

By : Léo


Titulo: Um Gato de rua chamado Bob
Titulo original: A street cat named Bob                     
Autor: James Bowen                                                           Tradução: Ronaldo Luís da Silva                                         Editora: Novo Conceito                                                            1º Edição                                                                             236 páginas                                                                         Nota: 9,5








Sinopse: Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a Twin Peaks).

Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê.





 James Bowen não era nada perante a maioria da sociedade e não tinha nenhuma perspetiva de mudança, ele não era nada perante a si mesmo.
 Tudo que fazia James levantar da cama eram as presentações de rua, que o ajudavam a pagar o aluguel da moradia subvencionada em que residia, e as idas quinzenais na farmácia para pegar suas novas doses de Metadona, medicamento utilizado contra a dependência química de heroína.
Na volta de uma dessas apresentações James se deparou com um par de olhinhos brilhando no escuro bem na entrada de seu prédio, chegou mais perto e viu um laranjinha, forma que James carinhosamente se refere a Bob por causa da cor de seu pelo, que estava um pouco machucado. James cuidou dele até que se recuperasse.
 Após a melhora do gatinho, James tentou manda-lo embora, mas Bob já tinha decidido, ia ficar ali ao lado do seu mais novo amigo, uma amizade que James logo veria vital para a sua vida de ali em diante.
Depois disso, nós nos enrolamos por algumas horas, eu assistindo à televisão e ele aconchegando em seu ponto favorito sob o aquecedor.

Desde que vi a história de Bob na  internet, principalmente no facebook, fiquei com muita vontade de comprar o livro, de saber como essa amizade diferente cresceu em um cenário tão caótico quanto a vida de James era naquele momento.
 O livro ficou muito bem feito com patinhas de gato nas marcações das páginas e nos inícios de cada capitulo, a capa conquista qualquer pessoa com um minimo de simpatia por animais, afinal é um gato de cachecol com cara de sério. As páginas em tons amarelados facilita a leitura e o fato de os capítulos serem curtos e terem sido organizados de forma bem objetiva faz a leitura deslanchar sem esforço algum.
 Bonito sem ser dramático e contando como é  a recuperação de um viciado em drogas sem vitimismos exagerados.Um Gato de Rua Chamado Bob é um livro que emociona desde as primeiras páginas até o fim.




Já leram o livro ou tem alguma duvida sobre ele, deixem nos comentários.
Abraço.
Tag : ,

O Verão das Bonecas Mortas - Toni Hill

By : Léo
Titulo: O Verão das Bonecas Mortas - Inspetor Hector Salgado Titulo original: El Verano de los Juguetes Muertos.                     Autor: Toni Hill                                                                   Tradutora: Fátima Couto                                                           Editora: Tordesilhas                                                                         1º Edição                                                                                     372 páginas                                                                               Nota: 9,2

Sinopse: Um romance policial que acerta em cheio ao construir uma trama instigante, com personagens complexos, atmosfera envolvente e muitas reviravoltas, Com um protagonista forte e bem construído, a trama conta também com personagens secundários que pouco a pouco ganham luz e ajudam a iluminar dois mundos diferentes na mesma cidade: um mundo de gente rica e privilegiada em contraste com o universo do tráfico de mulheres e de contraventores de pequeno porte.


 Esse livro foi uma total surpresa para mim, primeiro por tê-lo ganho em um dos sorteio de cortesias do skoob e segundo, essa capa me sugeria algo muito diferente do que li e me surpreendeu de uma forma incrível pois após terminar a leitura, a capa se encaixa perfeitamente na obra.
 Eu mudei de residência recentemente só que o livro foi enviado para meu endereço antigo, o locatário tem um restaurante que fica ao lado das kitnets que eu morava, um dia fui lá jantar e ele me entregou um pacote que tinha recebido dois dias antes, não fazia ideia do que era pois não esperava nada, o Skoob não avisa quem ganha as cortesias.
 Ao abrir o pacote me deparei com essa capa bem macabra, virei o livro e li a sinopse, já fiquei com total interesse de ler e não me arrependi, uma das melhores obras que li esse ano.

Inspetor Hector Salgado é um investigador ao estilo clássico do cargo e que nunca desonrou de forma alguma a profissão, mas que tem um senso de justiça tão grande quanto o amor ao trabalho e um dia foi maior que a sua submissão a lei. Salgado destruiu sem nenhuma delicadeza a face de um suspeito de tráfico de mulheres, principalmente crianças e adolescentes, após ter visto o corpo de uma jovem, da qual o suspeito "cuidava", mutilado.
 Na mesma época do outro lado de Barcelona, o lado rico e cheio de mansões, um jovem despencou do porão de sua casa. Apesar do caso ter sido considerado como suicídio, Hector fio incumbido de investigar o caso por baixo dos panos como um pedido pessoal da mãe do garoto.
 Acompanhado da novata Leire Castro, Salgado mergulha no intimo de famílias ricas de Barcelona e desconstrói cada laço emocional, verdadeiro ou não, entra as famílias daquele mundo que de longe parece perfeito, o mundo dos milionários. Para chegar ao fundo desse caso que ganha novos contornos a cada página virada.

 Toni Hill me pegou pelo braço e disse: abre a primeira página que eu vou te mostrar como um bom romance policial pode tirar horas da sua vida. E ao fechar a ultima você fica feliz em saber que é apenas o primeiro livro de uma série.
 Espero ansioso pelo segundo, terceiro, quarto e quantos livros vierem, se todos tiverem a mesma qualidade deste, Toni Hill se tornará um dos meus autores favoritos bem rápido.

Tag : ,

Resenha: A Copa de 1990, Elvira Vigna

By : Léo
Título: A Copa de 1990
Autora: Elvira Vigna
Número de páginas: 10 páginas
Selo: Formas Breves
Comprar: Amazon








Uma família, a perda, as perdas, o traço dos campos de futebol e o traço que separa a vida da morte. A Copa de 1990 é mais uma tocante narrativa de uma das mais instigantes escritoras brasileiras.

 Fernando, uma ilha de conhecimento e progresso dentro de uma cidade, uma forma de comunicação entre o presente e o passado, entre o pai e a mãe, divididos por uma tragédia.

 Com a visita a casa dos pais, vem a volta do passado, da infância na pequena cidade, mas não do irmão, uma peça extinta em um quebra-cabeça de uma rotina que não voltará.
Fernando dorme no mesmo quarto que dormia quando era criança. A sua cama do lado da cama do irmão, que continua lá, com uma colcha e a bola de futebol em cima.
Gosto muito do estilo de escrita encontrada neste conto de Elvira Vigna, não conhecia o seu trabalho e adorei a leitura.
 Ao utilizar a descrição do ambiente da narrativa como ponte para contar  a estória, além de construir de forma incrivel o cenário,, a autora te enlaça e te conduz de forma magnifica pelo conto. Como em um mergulho rápido, ele acaba, te deixando igual uma criança cujo doce novo acabou.
O avô dizia: é grande saber não falar na hora de comer.
 Eu diria: é grande saber não falar após a copa de 1990.

Elvira Vigna nasceu no Rio de Janeiro e atualmente mora em São Paulo. Formada em literatura pela Universidade de Nancy, na França, é também mestre em comunicação pela UFRJ. Seu romanceNada a dizer recebeu o prêmio de ficção da Academia Brasileira de Letras. É autora também de O assassinato de Bebê MarteCoisas que os homens não entendemO que deu para fazer em matéria de história de amor e Vitória Valentina, dentre outros.
Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.




Tag : ,

O que achei de Cemitério de Praga, Umberto Eco.

By : Léo

 Título: O Cemitério de Praga
 Titulo original: Il cimitero di Praga
 Autor: Umberto Eco.
 Tradução de Joana Angélica d'Avilla Melo
 4ª edição
 479 páginas













Um dos livros que mais me surpreendeu nos últimos tempos, abaixo a sinopse.

Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromvoli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, o aumento gradual daquela falsificação conhecida com Os Protocolos dos Sábios Anciãos de Sião, que inspirará a Hitler os campos de extermínio, jesuítas que tramam contra os maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam os padre com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, francese, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planejam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganoso, irmandades diabólicas e missas negras
 É um romance histórico sendo lindamente conduzido pelo único personagem relevante fictício, todos os outros são personalidades que foram enquadradas na obra de Umberto.


 A estória é contada em forma de diário com seu, ou seus, personagem principal tentando recordar o que acontecera com ele no dia 22 de março de 1897 que ele pensara ser hoje, mas foi ontem. Usando uma técnica de um tal de Freud, que consistia em recordar lembranças perdidas através do exercicio da escrita de lembranças antigas.
O livro demora a engrenar um pouco e não o considero um livro de fácil leitura, no ínicio são muitas descrições de cenário o que de certa maneira me incomodou no começo mas não me fez perder a curiosidade de como Simonini ( o principal) chegou até ali.
 Depois da página 100 a leitura flui de forma incrivel, o autor te serve com um banquete acontecimentos que vão te conduzindo por toda a história de vida de Simonini fazendo com que o quebra-cabeça se solucione peça por peça culminando em um final que me deixou no minimo pensativo.
 Vale destacar também as ilustrações que aparecem, as considerei perfeitas para completar o livro.
Não recomendo a leitura do livro para pessoas intolerantes e de mente fechada.  







Tag : ,

- Copyright © Chá com Resenha - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -